Um líder cristão e outros 30 integrantes de uma igreja doméstica foram condenados à prisão na China após uma operação realizada pelas autoridades na província de Hubei. O caso foi denunciado por organizações de defesa da liberdade religiosa, que classificaram a ação como uma das maiores investidas contra cristãos no país nos últimos anos.
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Organização Ilegal
Segundo a organização ChinaAid, os fiéis foram acusados de utilizar uma suposta organização considerada ilegal para “minar a aplicação da lei”. As acusações estão relacionadas à participação dos cristãos em reuniões de comunhão, estudos bíblicos e treinamentos ministeriais realizados fora das instituições religiosas oficialmente registradas pelo governo.
Os julgamentos ocorreram na cidade de Suizhou sob forte esquema de segurança. De acordo com informações divulgadas por entidades de direitos humanos, os réus foram julgados em audiências separadas, geralmente com apenas um ou dois acusados por vez. As sentenças teriam sido anunciadas no dia 22 de maio.
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O pastor Song Yude, apontado como líder da congregação, recebeu a pena mais severa, com quatro anos de prisão. Entre os condenados também está Yang Zhijin, de 77 anos, que foi sentenciado a mais de três anos de detenção por auxiliar membros da igreja na busca por apoio jurídico após prisões anteriores.
Liberdade Religiosa
Segundo a denúncia, as autoridades utilizaram como evidência elementos relacionados à fé cristã, incluindo ensinamentos sobre arrependimento, salvação por meio de Jesus Cristo e atividades de discipulado realizadas pela igreja.
A sentença também citou como supostas provas de irregularidade a existência de equipes de evangelismo, ministérios de apoio aos membros e iniciativas voltadas para jovens solteiros da congregação.
De acordo com a Premier, Bob Fu, presidente da ChinaAid, criticou duramente as condenações e afirmou que os cristãos estavam apenas exercendo direitos fundamentais relacionados à liberdade religiosa.
“Esses cristãos são pessoas pacíficas que se reuniam para adorar a Deus e praticar sua fé. Seu único ‘crime’ foi participar de uma igreja independente do controle estatal”, declarou.
O caso ocorre em meio ao aumento da fiscalização sobre igrejas domésticas na China, comunidades cristãs que optam por funcionar sem registro oficial junto ao governo e que frequentemente enfrentam restrições, vigilância e processos judiciais.



