No Paquistão, acusações de blasfêmia têm sido utilizadas por uma rede organizada como ferramenta de extorsão. Segundo relatos, grupos especializados atraem vítimas por meio das redes sociais e buscam criar situações que possam ser interpretadas como ofensas ao islamismo. Em alguns casos, agentes ligados à Agência Federal de Investigação também são acusados de participar do esquema, realizando prisões e pressionando os acusados a pagar para que as denúncias sejam retiradas.
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Cristãos e outras minorias religiosas estão entre os principais alvos. De acordo com testemunhos locais, os criminosos monitoram perfis online, iniciam conversas para ganhar a confiança das vítimas e tentam conduzir os diálogos para temas religiosos. Uma simples mensagem, retirada de contexto e registrada em captura de tela, pode ser usada como suposta prova para iniciar ameaças, denúncias e pedidos de dinheiro.
Outro método comum envolve grupos no Facebook e WhatsApp. Algumas vítimas são adicionadas a grupos que compartilham conteúdos considerados blasfemos e, sem perceber, acabam recebendo funções de administração. Depois, capturas de tela são usadas para vinculá-las ao material publicado, criando acusações que podem resultar em prisão, violência e até perseguição pública.
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Segundo o Christian Concern, relatórios recentes apontam que a chamada “rede da blasfêmia” já se espalhou por várias regiões do país e movimenta interesses financeiros significativos. Embora existam tentativas de investigar os abusos, organizações de direitos humanos alertam que a prática continua crescendo. Enquanto isso, cristãos e outras minorias seguem vivendo sob constante temor de falsas acusações que podem destruir vidas e famílias inteiras.



