A Early Rain Covenant Church (ERCC), uma das mais conhecidas igrejas domésticas da China, voltou a ser alvo das autoridades chinesas durante um culto realizado no último domingo (14), na província de Sichuan.
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De acordo com a organização ChinaAid, entre 50 e 60 policiais e agentes de fiscalização cercaram uma sala de conferências de um hotel na cidade de Jiangyou, onde membros da congregação participavam da reunião dominical. A ação ocorreu por volta das 11h da manhã.
Testemunhas relataram que os agentes registraram os dados pessoais de todos os presentes antes de conduzi-los para delegacias da região em ônibus e viaturas. As autoridades envolvidas estariam ligadas à administração da cidade de Mianyang.
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Adoração e Prisões
Mesmo diante da intervenção, os cristãos continuaram adorando a Deus. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram membros da igreja cantando louvores enquanto policiais davam ordens para encerrar o culto.
Entre os detidos estão os anciãos Yan Hong e Wu Wuqing, além dos membros Liu Yingxu, Nie Bo, Li Benli e A Xin. Um número significativo de fiéis também foi levado pelas autoridades, incluindo várias crianças que participavam da reunião.
Pedido de orações
Até o momento, não há informações detalhadas sobre a situação jurídica ou o paradeiro de muitos dos detidos. A ChinaAid destacou preocupação especial com as crianças envolvidas na operação e pediu orações por sua proteção.
A Early Rain Covenant Church enfrenta forte perseguição desde dezembro de 2018, quando foi proibida de funcionar oficialmente após uma grande operação policial. Desde então, seus membros têm sido alvo de vigilância, interrogatórios, detenções e outras medidas repressivas.
Em 2019, o pastor Wang Yi foi condenado a nove anos de prisão sob acusações relacionadas à segurança do Estado. O líder cristão havia defendido publicamente a independência da igreja em relação ao governo e denunciado restrições à liberdade religiosa no país.
O Evangelho Continua
Apesar das dificuldades, a congregação continua realizando cultos, reuniões de oração e atividades evangelísticas. Segundo a ChinaAid, a recente operação faz parte de uma campanha contínua de repressão contra igrejas independentes promovida pelo governo chinês.
Em comunicado, a organização condenou a ação policial e pediu a libertação imediata dos cristãos detidos. O presidente da ChinaAid, pastor Bob Fu, classificou a operação como uma grave violação da liberdade religiosa e dos direitos humanos.
“Tratar cristãos que estavam reunidos pacificamente para adorar como alvos de repressão demonstra a contínua hostilidade do governo chinês contra a fé religiosa”, afirmou.
A ChinaAid também convocou cristãos ao redor do mundo a intercederem pela proteção dos detidos, pelo fortalecimento da igreja e pelo fim da perseguição religiosa na China.



