Nove membros da Igreja Zion foram libertados na China após passarem mais de oito meses detidos. A informação foi divulgada pela própria igreja recentemente, que informou que a libertação ocorreu após o encerramento do período máximo de detenção investigativa permitido pela legislação chinesa.
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Os cristãos libertados são Sun Cong, Liu Jiang, Li Shengjuan, Wei Yunfei, An Mei, Zhan Ge, Hu Yanzi, Mei Liming e Zhu Mingli. Familiares e integrantes da igreja receberam os fiéis na saída do centro de detenção de Beihai. Segundo relatos, todos apresentavam boas condições físicas e emocionais.
Bob Fu, presidente da organização ChinaAid, que acompanha casos de perseguição religiosa no país, comemorou a libertação. Ele afirmou que o resultado representa uma resposta às orações de cristãos de diversas partes do mundo que acompanharam o caso.
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Novas Acusações
Apesar da libertação dos nove membros, outros líderes da Igreja Zion continuam presos. De acordo com a ChinaAid, as autoridades chinesas avançaram com acusações de “operações comerciais ilegais” e “fraude” contra nove líderes da denominação, incluindo o pastor fundador Ezra Jin Mingri.
Os acusados foram encaminhados à Procuradoria Popular do Distrito de Yinhai, em Beihai, onde aguardam o andamento dos processos. Os advogados da igreja ainda não tiveram acesso completo aos documentos da acusação e pretendem apresentar defesa alegando inocência dos líderes.
Apelo as Autoridades
Em nota pública, a Igreja Zion rejeitou as acusações, afirmando que suas atividades de ensino bíblico não configuram atividade comercial ilegal e que as ofertas recebidas são contribuições voluntárias dos membros, sem qualquer prática fraudulenta. A denominação também apelou para que as autoridades respeitem a liberdade religiosa e retirem as acusações.
Início
O caso teve início em outubro de 2025, quando cerca de 30 líderes e membros da igreja foram presos durante operações realizadas em diferentes cidades chinesas. Entre os detidos estava o pastor Ezra Jin Mingri, fundador da Igreja Zion.
Fundada em 2007 com cerca de 20 integrantes, a Igreja Zion cresceu ao longo dos anos e passou a reunir aproximadamente 10 mil membros distribuídos em 40 cidades da China, tornando-se uma das maiores redes de igrejas domésticas do país.
Repressão
Em 2018, a denominação foi proibida pelas autoridades chinesas após se recusar a instalar câmeras de vigilância em sua sede, localizada em Pequim. Desde então, diversas congregações ligadas à igreja têm enfrentado investigações, fechamento de templos e restrições governamentais.
A situação também chamou a atenção de autoridades internacionais. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, pediu a libertação dos líderes presos e criticou a repressão contra cristãos que optam por frequentar igrejas domésticas não registradas pelo governo. Outras lideranças políticas e religiosas também manifestaram preocupação com o caso e defenderam a libertação dos detidos.
Atualmente, a China ocupa a 17ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2026, elaborada pela Missão Portas Abertas, que monitora a situação dos cristãos em países onde há restrições à liberdade religiosa.



