Bruna Marquezine mostra Bíblia dada por Shawn Mendes e reacende debate sobre The Passion Translation
Atriz disse à Vogue Brasil que carrega na bolsa a edição The Passion Translation, alvo de críticas de estudiosos bíblicos.

Bruna Marquezine revelou que carrega na bolsa uma Bíblia The Passion Translation, presente do namorado, Shawn Mendes. A informação foi publicada pelo Exibir Gospel após participação da atriz no quadro “Dentro da Bolsa”, da Vogue Brasil.
A fala ocorreu em vídeo no qual Bruna mostrou itens pessoais que costuma levar consigo. A edição citada por ela, conhecida pela sigla TPT, voltou a chamar atenção por causa das críticas feitas à sua proposta de tradução bíblica.
À Vogue Brasil, a atriz disse: “Temos uma Bíblia, que foi um presente do meu namorado, que é uma tradução super bonita e moderna, que se chama The Passion”. A declaração foi reproduzida pela CARAS Brasil, que também informou que o projeto começou a ser publicado em 2011 e teve o Novo Testamento lançado em 2017.
O principal tradutor da TPT é Brian Simmons. A versão ficou conhecida por buscar uma linguagem contemporânea em inglês, mas também passou a ser questionada por estudiosos que veem no texto uma inserção de interpretações dentro dos próprios versículos.
Debate sobre a The Passion Translation
A Revista Comunhão registrou que a justificativa editorial da TPT afirma que o projeto não se limita a uma tradução literal dos manuscritos em hebraico, aramaico e grego. A proposta apresentada é reinterpretar sentidos para o inglês contemporâneo, levando em conta o contexto cultural.
Essa linha, porém, gerou resistência. Especialistas citados pela publicação apontam que a inclusão direta de trechos interpretativos aproxima o volume de uma análise comentada das Escrituras, o que o descaracterizaria como tradução canônica fiel.
Em 2022, a plataforma BibleGateway retirou a The Passion Translation de sua biblioteca de traduções bíblicas após controvérsias teológicas. A decisão ampliou a visibilidade do debate em torno da obra.
O teólogo e estudioso do Antigo Testamento Andrew G. Shead fez críticas duras à versão. Em texto citado pela CARAS Brasil, ele afirmou: “The Passion não é uma Bíblia, e qualquer igreja que o trate como tal e a receba como cânone irá, por essa mesma ação, transformar-se numa seita não ortodoxa”.
Na publicação acadêmica Themelios, mencionada pela Revista Comunhão, Shead também sustentou que “apresentá-la como uma Bíblia é uma ofensa contra Deus”. Para ele, o projeto deveria ter sido rotulado apenas como comentário bíblico.
Presente aparece entre itens pessoais da atriz
O Estrelando informou que a revelação foi feita na estreia do quadro em vídeo “Dentro da bolsa”, da Vogue Brasil, com itens da bolsa Gucci da atriz. Bruna mostrou o livro religioso junto a um caderno pessoal.
Ela explicou que o caderno é usado para anotações de sessões de terapia e para desabafos do dia a dia. Ao falar da Bíblia, destacou o valor afetivo do presente: “e aí isso está andando comigo”.
A menção a Shawn Mendes ocorreu no contexto da apresentação dos objetos que Bruna mantém por perto. A atriz não entrou em detalhes sobre o uso da edição nem comentou as críticas teológicas à The Passion Translation.
Opinião: O perigo teológico da The Passion Translation
A The Passion Translation (TPT) não é uma Bíblia autêntica para a teologia histórica. Para mim, é um campo minado.
Teólogos respeitados no campo cristão soam o alarme: Brian Simmons, o único autor do projeto, não traduziu fielmente os originais grego e hebraico, mas sequestrou o texto para injetar a agenda hipercarismática da Nova Reforma Apostólica. Ele afirma que Cristo o visitou fisicamente, soprando segredos inéditos em seu ouvido — uma alegação mística que estraçalha o cânon fechado e faz a ortodoxia protestante tremer, pois adiciona revelações onde a igreja tradicional exige ponto final.
Eisegese pura.
Sem um comitê acadêmico rigoroso para frear seus excessos, Simmons transformou versículos milenares em meros ecos das suas emoções particulares e doutrinas de "transferência de unção". O veredito nas trincheiras reformadas é unânime. A TPT não passa de uma paráfrase perigosa. Um comentário enviesado e sectário que desfila disfarçado de Escritura Sagrada. Fique com as traduções consagradas. Rejeite as invencionices.
Com informações de exibirgospel.com.br.
Também consultados: CARAS Brasil, Revista Comunhão e Estrelando.





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