Quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Igreja Perseguida

Perseguição no Iêmen: mais de 90 cristãos estão entre os presos e sequestrados

Cresce a perseguição no Iêmen: mais de 90 cristãos foram presos ou sequestrados por rebeldes em janeiro de 2026.

Cresce a perseguição no Iêmen: mais de 90 cristãos foram presos ou sequestrados por rebeldes em janeiro de 2026. Foto: Representativa/ Portas Abertas.

O início de 2026 tem sido marcado por uma escalada de violência contra a comunidade cristã no Iêmen. Segundo dados da organização Portas Abertas, apenas em janeiro, rebeldes houthis prenderam mais de 50 cristãos e sequestraram outros 43, levando-os para locais desconhecidos.

Detalhes da Crise

Os relatos indicam um cenário de extrema gravidade:

  • Interrogatórios e Tortura: Os detidos são levados das ruas para centros secretos, onde sofrem pressões físicas e psicológicas para revelar nomes de outros cristãos.
  • Clima de Terror: A perseguição gerou um êxodo na região, com famílias fugindo por medo de serem os próximos alvos.
  • Contato Limitado: Após dias de silêncio, algumas famílias receberam ligações de prisioneiros pedindo suprimentos básicos, como roupas e alimentos.

Motivações Ideológicas

Daniel Hodge, especialista em Iêmen da Portas Abertas, destaca que este é o período mais sombrio para a igreja local em 30 anos. As suspeitas para o aumento da repressão incluem:

  1. Afirmação de Poder: Uma tentativa dos houthis (apoiados pelo Irã) de consolidar controle após instabilidades internas.
  2. Intolerância Religiosa: A aplicação rígida de leis contra a "apostasia", punindo com morte aqueles que deixam o Islã para seguir a Cristo.
  3. Limpeza Ideológica: O desejo de eliminar qualquer pensamento que divirja da ideologia do grupo rebelde.

"A oração é tudo o que podemos fazer neste momento. Ore pelas famílias, pelos que estão presos e para que Deus levante novos líderes", apelou Hodge.

Contexto de Perseguição

Segundo a Premier, atualmente, o Iêmen ocupa o 3º lugar na Lista Mundial da Perseguição. A Portas Abertas continua atuando de forma clandestina, fornecendo ajuda humanitária, assistência médica e treinamento para as lideranças que permanecem no país.

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