Dois cristãos iranianos que cumpriam pena por participarem de reuniões de uma igreja doméstica foram libertados após anos enfrentando prisão e trabalho forçado no Irã. O caso foi acompanhado pela organização Article 18, que monitora a situação da liberdade religiosa no país.
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Prisão durante Culto Doméstico
Ahmad Sarparast e Ayoob Poor-Rezazadeh foram presos em setembro de 2021, juntamente com outro cristão, Morteza Mashoodkari, durante uma reunião de adoração realizada em uma residência na cidade de Rasht.
Segundo relatos, agentes de inteligência invadiram o local durante a noite e detiveram os três participantes. Posteriormente, eles foram acusados de promover atividades consideradas contrárias ao islamismo e de manter vínculos com líderes cristãos estrangeiros.
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Em 2022, cada um recebeu uma sentença de cinco anos de prisão.
Trabalho Forçado
Após cumprir parte da pena, Ahmad e Ayoob foram transferidos para um regime aberto, modalidade em que os detentos permanecem fora da prisão, mas continuam sob supervisão das autoridades.
Durante cerca de dois anos e meio, ambos foram obrigados a trabalhar em fábricas locais sem receber remuneração.
Em maio deste ano, as autoridades informaram que as sentenças haviam sido totalmente cumpridas e autorizaram a libertação dos dois cristãos.
Ao todo, eles enfrentaram mais de um ano e meio de encarceramento e aproximadamente dois anos e meio de trabalho forçado.
Condenação pela fé
Os três cristãos estiveram entre os primeiros membros de igrejas domésticas condenados com base nas alterações feitas em 2021 ao Artigo 500 do Código Penal Islâmico.
Durante o processo, eles afirmaram que apenas se reuniam para adorar a Deus e estudar a Bíblia, negando qualquer atividade contra a segurança nacional ou o governo iraniano.
Morteza Mashoodkari teve sua pena reduzida posteriormente e foi libertado em dezembro de 2024.
Perseguição Continua
O Irã é considerado um dos países mais difíceis do mundo para os cristãos. Igrejas domésticas são frequentemente alvo de operações policiais, enquanto evangelismo e conversões do islamismo ao cristianismo podem resultar em prisões, interrogatórios e outras formas de perseguição.
Apesar das restrições impostas pelo regime islâmico, organizações cristãs relatam que a igreja subterrânea continua crescendo em diferentes regiões do país.
Segundo a Lista Mundial da Perseguição 2026 da missão Portas Abertas, o Irã ocupa atualmente a 10ª posição entre os países onde os cristãos enfrentam maior perseguição por causa da fé.



