Policiais militares armados interromperam um culto evangélico na Igreja Ministério Fonte de Água Viva, em São José do Norte, no Rio Grande do Sul, no último domingo (5). A abordagem, registrada em vídeo e compartilhada nas redes sociais, gerou repercussão entre cristãos, que criticaram a atuação da Brigada Militar dentro do templo. Segundo informações do portal SB News, a polícia foi acionada após uma denúncia de perturbação do sossego feita por uma vizinha.
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Nas imagens, é possível ver a denunciante recebendo os policiais na entrada da igreja, enquanto o pastor, de 70 anos, conduzia o culto com os fiéis. Uma cristã identificada como Vanessa, que gravou a ocorrência, questionou a abordagem e afirmou que a congregação estava dentro do horário permitido para realizar suas atividades religiosas. Em determinado momento, mesmo sem o uso de microfone, o pastor teve a pregação interrompida por um dos policiais, que pediu para que ele o acompanhasse até o lado de fora.
Durante a abordagem, o pastor afirmou que aquela já seria a quarta denúncia feita contra a igreja por causa dos cultos. Fiéis presentes no local defenderam que a congregação respeitava os limites legais e alegaram tratamento desigual em relação a outras atividades na região. A Lei do Silêncio estabelece regras para emissão de ruídos, especialmente em áreas residenciais, mas os critérios de fiscalização variam conforme a legislação municipal, considerando fatores como horário, intensidade do som e impacto sobre os moradores.
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Ao final da ocorrência, o pastor precisou assinar um documento, conforme os procedimentos adotados pelas autoridades. Até o momento, não há informações sobre aplicação de sanções ou outras medidas administrativas contra a igreja. Com a repercussão do vídeo, muitos internautas classificaram a ação como possível perseguição religiosa e manifestaram apoio ao pastor e à congregação.



