Cristãos no leste da República Democrática do Congo enfrentam mais uma grave crise em meio à violência causada por grupos armados na região. Além dos ataques promovidos pelas ADF, comunidades locais agora lidam com um novo surto de Ebola.
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As autoridades confirmaram recentemente a 17ª epidemia de Ebola registrada no país desde 1976. O surto começou em Mongwalu, na província de Ituri, no nordeste do Congo, e já atingiu outras áreas, como Rwampara e Bunia.
Segundo o International Christian Concern (ICC), cerca de 100 pessoas morreram na comunidade, e muitas dessas mortes podem estar relacionadas ao vírus.
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A Agência de Saúde da União Africana informou que o surto foi provocado pela variante Bundibugyo, uma forma do Ebola para a qual ainda não existe vacina aprovada nem tratamento específico.
“O risco de rápida disseminação é muito maior”, afirmou o ministro da Saúde, Roger Kamba.
A Médecins Sans Frontières (Médicos Sem Fronteiras) alertou que a situação é ainda mais preocupante devido à atuação de grupos armados em Ituri, o que dificulta o acesso das equipes médicas às áreas afetadas.
Há anos, cristãos das regiões de Ituri e Kivu do Norte vivem sob ataques constantes das ADF. Muitas famílias perderam parentes, tiveram casas destruídas e precisaram abandonar suas aldeias.
Agora, além da violência, milhares de deslocados enfrentam a ameaça do Ebola sem acesso adequado a água potável, alimentação ou atendimento médico. Segundo o ICC, medidas básicas de prevenção são praticamente impossíveis para quem vive fugindo para sobreviver.
Diante do avanço da doença, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto como uma “Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional”.
Missionário infectado
Em meio à crise, a organização missionária cristã Serge pediu oração após confirmar que o médico missionário americano Peter Stafford contraiu Ebola enquanto servia no Congo.
Atualmente, ele está na Alemanha recebendo tratamento especializado. Outros dois profissionais de saúde ligados à missão foram expostos ao vírus, mas seguem sem sintomas e em monitoramento.
“Nossos corações estão com a família Stafford e com as comunidades congolesas afetadas pelo surto”, declarou Matt Allison, diretor executivo da Serge.
Segundo a CBN News, mais de 500 casos suspeitos e 131 mortes suspeitas já foram registrados no Congo e em Uganda.



