JD Vance diz não ter se sentido chamado por Deus para disputar 2028
Vice-presidente dos EUA afirma que só decidirá sobre eventual candidatura após as eleições de meio de mandato.

JD Vance 2028 voltou ao debate político nos Estados Unidos após o vice-presidente afirmar que ainda não sentiu um chamado de Deus para disputar a Presidência, embora diga perceber uma convocação espiritual para exercer bem sua função atual. A declaração foi dada em entrevista ao apresentador Raymond Arroyo, no podcast Arroyo Grande, informou o The Christian Post.
Vance foi questionado diretamente sobre uma possível candidatura à indicação republicana em 2028. A resposta foi cautelosa. “Eu sinto Deus me chamando para fazer o melhor trabalho que posso”, disse ele.
O vice-presidente afirmou também que entende seu papel como uma oportunidade de “promover o bem comum” no cargo que ocupa agora. A decisão sobre uma eventual campanha, segundo ele, ficará para depois das eleições legislativas de meio de mandato, previstas para novembro de 2026.
Até lá, não haverá anúncio definitivo. Vance disse que pretende conversar com a esposa, Usha Vance, e com seu pastor, além de passar por um processo pessoal de discernimento. “Talvez isso mude”, afirmou, ao comentar que ainda não percebeu uma orientação divina clara para concorrer ou para desistir da disputa.
JD Vance 2028 e a influência da fé na política
A entrevista foi disponibilizada oficialmente em 21 de outubro de 2026, com 32 minutos de duração, no Apple Podcasts. A gravação ocorreu no Observatório Naval dos Estados Unidos, residência oficial do vice-presidente em Washington, D.C., e teve como eixo o livro de memórias religiosas de Vance, Communion: Finding My Way Back to Faith.
O tema abriu espaço para perguntas sobre família, fé e política. Vance comentou a relação entre a doutrina social da Igreja Católica e suas decisões públicas, falou sobre o apoio católico à administração Donald Trump e tratou de arrependimentos, medos e do que espera ouvir de Deus ao fim da vida.
Ao ser confrontado com a postura atribuída a John F. Kennedy, primeiro católico eleito presidente dos Estados Unidos, de que a fé não orientaria suas políticas públicas, Vance discordou. “Claro que minha fé influencia como eu penso sobre políticas públicas”, declarou.
Ele disse concordar com a visão do escritor C.S. Lewis de que a fé funciona como “o filtro pelo qual você vê tudo”. Para Vance, esse filtro o leva a formular perguntas sobre como elevar os mais vulneráveis e como garantir acesso a empregos, mesmo quando isso não coincide com o melhor resultado para o balanço de uma empresa.
“Eu acho que aquilo que minha fé me chama a fazer é ser mais caridoso com as pessoas”, disse o vice-presidente.
Em seguida, reconheceu que pratica sua fé de modo imperfeito, mas afirmou ver sua melhor versão quando escuta “essa voz” que, para ele, vem de Deus.
Experiência após funeral marcou retorno à fé
A EWTN News registrou que a entrevista foi veiculada em 22 e 23 de outubro de 2026 e destacou o relato de Vance sobre um episódio ocorrido depois do funeral de sua avó. Ele contou que dirigia por estradas montanhosas quando entrou errado em uma curva, possivelmente com a pista molhada, e o carro começou a perder o controle.
Vance descreveu a via como um local em que sair pela lateral da montanha provavelmente seria fatal. “Exatamente no ponto em que pensei: pronto, estou prestes a despencar pelo lado da montanha, o carro simplesmente parou de forma completamente calma... Como se Deus tivesse colocado a mão naquele carro e o feito parar”, relatou.
O vice-presidente classificou a experiência como sobrenatural e disse que o episódio permaneceu em sua memória. Para ele, foi “uma porta se abrindo” em sua caminhada de retorno à fé cristã, antes de sua conversão ao catolicismo.
Na mesma conversa, Vance afirmou que Deus chama os cristãos a serem “humildes diante da incerteza”. Ele também declarou: “Somos, em última análise, os embaixadores de Deus aqui na Terra”.
Imigração também entrou na conversa
O vice-presidente comentou ainda tensões entre política e Igreja no tema da imigração. Ele afirmou que “nunca acusaria a Igreja de ser ingênua” e disse concordar com a obrigação moral cristã de acolher o estrangeiro.
Ao mesmo tempo, sustentou que Estados soberanos têm a prerrogativa de proteger suas fronteiras. A fala apareceu dentro de uma discussão mais ampla sobre fé, governo e decisões públicas.
O Gospelmais também destacou que Vance pretende tomar uma decisão final sobre 2028 apenas após as eleições de meio de mandato de novembro de 2026. Até esse momento, a posição pública do vice-presidente permanece a mesma: ele diz sentir um chamado para servir bem agora, não uma ordem definida sobre a próxima eleição presidencial.
Com informações de The Christian Post.
Também consultados: Gospelmais, EWTN News e Apple Podcasts (Arroyo Grande with Raymond Arroyo).





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