Ataque à igreja na Jordânia deixa nove mortos; suspeitos são presos
Tiros atingiram fiéis durante funeral em uma igreja greco-ortodoxa no vilarejo de Hammoud, na província de Karak.

Um ataque a uma igreja na Jordânia deixou nove mortos após homens armados abrirem fogo durante uma cerimônia fúnebre no vilarejo de Hammoud, na província de Karak, no sul do país. O caso ocorreu na sexta-feira, 23 de outubro de 2026, em uma igreja greco-ortodoxa, segundo o Guiame.
O número inicial de vítimas fatais era de sete. A Folha de S.Paulo publicou que outras 40 pessoas ficaram feridas no ataque, ocorrido enquanto dezenas de fiéis participavam do funeral.
Foi rápido. E durou minutos.
A testemunha Khaled Burqan relatou à emissora estatal Al-Mamlaka que homens armados desceram de um carro e passaram a atirar contra os presentes. Um deles carregava um fuzil. Outro, uma pistola.
O ministro do Interior da Jordânia afirmou que a ação foi realizada por “um grupo de extremistas”. Até a atualização citada pela Folha, ninguém havia reivindicado a autoria do ataque, e as autoridades jordanianas não tinham indicado quem seria o responsável.
Buscas Mobilizadas em Karak
No sábado, 24 de outubro, o ministro da Saúde jordaniano, Ibrahim Al Bdour, informou que dois feridos morreram após internação em estado crítico, elevando o total de mortos para nove, publicou o G1. Ele também declarou que 25 pessoas continuavam hospitalizadas, recebendo atendimento médico.
A Direção de Segurança Pública comunicou que equipes policiais foram mobilizadas sem interrupção nas buscas pelos autores do atentado. As autoridades relataram que os agressores invadiram a igreja greco-ortodoxa e abriram fogo contra o cortejo fúnebre.
A resposta oficial veio também do palácio.
O rei Abdullah II afirmou que os responsáveis seriam punidos “com mão de ferro”. Em comunicado, ele declarou: “O ataque terrorista contra Karak receberá a retaliação mais dura. Aqueles que se iludem achando que poderão dividir os jordanianos com suas balas não têm chance frente à nossa unidade”.
O monarca visitou feridos no hospital e reiterou no X que a resposta ao terrorismo seria enérgica.
Suspeitos Capturados
Na madrugada de segunda-feira, 26 de outubro, forças de segurança da Jordânia prenderam três suspeitos de envolvimento no ataque à igreja de São Jorge, informou a CNN Brasil, com base na agência oficial Petra. Eles estavam escondidos em uma casa abandonada.
Houve troca de tiros antes da prisão.
A Diretoria de Segurança Pública disse que os suspeitos se recusaram a se render e dispararam contra os agentes. As forças de segurança revidaram e conseguiram capturá-los. Diversas armas de fogo e munições foram apreendidas no local, e nenhum integrante da operação ficou ferido.
As autoridades não divulgaram os nomes dos detidos nem indicaram ligação deles com algum grupo.
Os funerais das vítimas foram realizados no domingo, 25 de outubro, na comunidade local. A CNN também registrou que moradores relataram o impacto do ataque na região, onde a igreja fica próxima às casas da comunidade.
Em mensagem após o crime, um padre afirmou: “Nossa mensagem, a partir desta igreja — deste local onde este crime hediondo foi cometido —, é uma mensagem de amor, paz e esperança. Uma mensagem que enviamos a todo o mundo”.
A Jordânia é considerada um país relativamente estável no Oriente Médio, embora já tenha sido alvo de atentados de grupos extremistas, sobretudo nos anos 2000. O episódio mais grave citado ocorreu em 2005, quando ataques coordenados contra três hotéis em Amã deixaram 56 mortos.
Os cristãos são minoria no país, que abriga locais bíblicos visitados por peregrinos cristãos de várias partes do mundo.
Com informações de Guiame.





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