Um grupo de extremistas islâmicos realizou dois ataques contra uma igreja secreta no Afeganistão, resultando na morte de cerca de 34 cristãos, segundo informações do Christianity Today. Os episódios ocorreram nos meses de janeiro e abril e foram relatados pelo pastor Irfan, que acompanha a congregação de forma remota a partir do Paquistão. No primeiro ataque, na região próxima a Bamiyan, 24 cristãos da etnia Hazara foram assassinados, a maioria a tiros, e o local de culto foi incendiado. Já em abril, um novo atentado deixou mais de 10 mortos, incluindo uma criança de 4 anos, além do sequestro de duas jovens.
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A igreja clandestina foi fundada por Irfan em 2009 e cresceu ao longo dos anos, reunindo centenas de famílias, muitas delas convertidas do islamismo. Atualmente, ele continua pastoreando cerca de 85 famílias de forma discreta, utilizando mensagens de voz e redes privadas para discipulado. O avanço da fé cristã na região ocorre em meio a grandes riscos, especialmente após a retomada do poder pelo Talibã em 2021.
Sob o regime, vigora uma interpretação rigorosa da lei islâmica, na qual a conversão ao cristianismo pode ser punida com a morte. Cristãos enfrentam perseguição constante, sendo impedidos de evangelizar ou distribuir Bíblias. De acordo com a Portas Abertas, o país está entre os mais perigosos do mundo para quem decide seguir a fé cristã, com relatos frequentes de violência, ameaças e discriminação extrema.



