O cantor e compositor gospel Davi Sacer, um dos nomes mais reconhecidos da música cristã no Brasil, anunciou nesta semana sua pré-candidatura a deputado federal pelo estado de São Paulo, pelo Partido Progressistas (PP). A decisão marca uma nova fase na trajetória do artista, que soma décadas de ministério musical a um crescente envolvimento com questões políticas e sociais do país, especialmente após um episódio que ele mesmo classifica como divisor de águas.
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“Não é uma mudança de propósito, é uma ampliação de missão”
Em vídeo publicado nas redes sociais, Sacer explicou que a entrada na política não representa uma virada de carreira, mas uma extensão natural do chamado que sempre norteou seu trabalho.
“Sempre entendi que o meu ministério e a música são ferramentas para servir às pessoas, levando-lhes esperança e valores. A política surge como mais uma forma de servir”.
declarou o cantor Davi Sacer
Ao longo de sua carreira, Davi Sacer passou pelos grupos Toque no Altar e Trazendo a Arca antes de se consolidar como artista solo. Com mais de 2 milhões de ouvintes mensais no Spotify e canções que marcaram gerações de cristãos brasileiros, o músico chega ao cenário político com uma base fiel e expressiva. Segundo o próprio cantor, foi justamente esse contato constante com o público — em viagens pelo Brasil inteiro — que o fez perceber a necessidade de ir além da música.
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“Ao longo dos anos, conversando com milhares de pessoas pelo país, percebi que não basta cantar sobre transformação — é preciso participar dela. Decidi dar esse passo por entender que posso contribuir com valores, equilíbrio e compromisso com aquilo que acredito”, afirmou.
O episódio de 2022 e a reflexão sobre liberdade de expressão
O gatilho que acelerou a decisão política de Sacer remonta a novembro de 2022, quando sua conta no X (antigo Twitter) foi suspensa no Brasil por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O bloqueio ocorreu após o artista ter compartilhado informações sobre a localização de ministros da Corte durante uma agenda internacional em Nova York — ato interpretado pelo Judiciário como potencial incitação a manifestações hostis.
“Em 2022, vivi algo que me marcou profundamente: minha conta no X foi bloqueada no Brasil por decisão judicial, como a própria plataforma informava. Aquilo me fez refletir muito sobre liberdade de expressão, sobre valores e sobre o momento que estamos vivendo como nação“, compartilhou o cantor.
Conforme apurado pelo Pleno.News, o episódio colocou o nome de Sacer no centro do debate jurídico e político, gerando ampla repercussão nos meios evangélicos e conservadores. A partir daí, o artista passou a se posicionar com mais clareza sobre temas como censura, liberdade religiosa e os rumos da democracia no Brasil.
Partido, pautas e compromisso com o ministério
A escolha pelo PP, segundo Sacer, foi resultado de um processo de diálogo e alinhamento de princípios. Dentro do partido, ele pretende defender pautas ligadas à família, à liberdade religiosa e à criação de políticas públicas voltadas às necessidades reais da população.
“É sobre servir nesses espaços onde nossos valores estão sendo pressionados”, declarou o cantor.
Mesmo diante do novo desafio, Sacer garantiu que sua caminhada ministerial permanece ativa. A música e a mensagem cristã continuam como parte essencial de sua identidade — agora somadas a essa nova etapa de atuação pública. A pré-candidatura ainda precisa ser confirmada nas convenções partidárias para que Sacer se torne oficialmente candidato nas eleições de outubro de 2026.



