Quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Política

Pesquisa mostra vantagem de Flávio entre evangélicos no 2º turno

Levantamento Real Time Big Data aponta 56% para Flávio Bolsonaro e 39% para Lula no segmento evangélico.

Pesquisa mostra diferença entre eleitores evangélicos de Lula e Flávio Bolsonaro
Foto: Agência Senado (Attribution) / Wikimedia Commons

Os eleitores evangélicos aparecem como o grupo religioso em que Flávio Bolsonaro tem sua maior vantagem sobre Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno presidencial: 56% a 39%. O dado foi comentado por Lucas Thut Sahd, diretor-executivo do Real Time Big Data, em entrevista ao programa Ponto de Vista, da VEJA+.

No quadro geral de votos válidos, Flávio Bolsonaro soma 52%, contra 48% de Lula. Sahd afirmou que, “a preço de hoje”, o candidato do PL venceria a eleição, mas a leitura do levantamento também envolve a tendência de crescimento entre o primeiro e o segundo turno.

O diretor-executivo do instituto relacionou a vantagem atual à transferência de votos de candidatos derrotados, como Ronaldo Caiado e Renan Santos. Ele também disse que parte do eleitorado de nomes associados à chamada terceira via já havia migrado para Flávio Bolsonaro no primeiro turno.

O Brasil de Fato registrou que, no cenário estimulado total, Flávio Bolsonaro tem 48% das intenções de voto, e Lula aparece com 45%. Brancos e nulos somam 5%, enquanto 2% não sabem ou não responderam. Com margem de erro de dois pontos percentuais, o resultado configura empate técnico.

Eleitores evangélicos concentram maior diferença entre os candidatos

No recorte religioso, a distância entre os candidatos é mais ampla entre evangélicos do que entre católicos. Entre os católicos, Lula aparece à frente, com 49%, enquanto Flávio Bolsonaro tem 43%.

Sahd avaliou que os números mostram dificuldade da campanha de Lula em dialogar com o público evangélico. Ele afirmou que esse grupo cresceu no país e passou a ser alvo de atenção de todos os candidatos.

Na entrevista, o diretor do Real Time Big Data citou dois pontos para explicar a diferença no segmento: valores associados a parte do eleitorado evangélico e a percepção sobre prosperidade. Para ele, há também uma insatisfação de eleitores que dizem não ter conseguido melhorar de vida.

A leitura de Sahd não ficou restrita ao campo religioso. Questionado sobre o peso do antipetismo, ele afirmou que a rejeição ao PT combina fatores ideológicos e frustração econômica. A frase foi direta: “Quando a gente conversa, principalmente nas pesquisas qualitativas com o eleitorado, a sensação é de que a vida não melhorou. Ele esperava que melhoraria, mas não melhorou”.

O BataNews informou que a entrevista foi concedida em 20 de outubro de 2026 ao Ponto de Vista, apresentado por Laísa Dall’Agnol, com participação de Robson Bonin, editor da coluna Radar, da revista VEJA. Na conversa, Sahd disse que a vantagem numérica de Flávio Bolsonaro se apoia na transferência de votos e na frustração socioeconômica de trabalhadores.

Voto definido e rejeição apertada

O levantamento também mostra um eleitorado pouco disposto a mudar de posição. O R7 publicou que a pesquisa foi realizada entre 15 e 19 de outubro de 2026, com 2.000 eleitores em todo o Brasil, índice de confiança de 95% e registro no TSE sob o número BR-02952/2026.

Entre todos os entrevistados, 93% dizem que o voto já está definido. No grupo que declara apoio a Flávio Bolsonaro, 94% afirmam que não mudariam de jeito nenhum; 2% admitem votar em Lula. Entre os eleitores de Lula, 90% dizem manter a escolha de forma inegociável, enquanto 3% admitem migrar para o adversário.

A rejeição também aparece próxima. Lula é rejeitado por 35% dos entrevistados, que dizem não votar nele de jeito nenhum. Flávio Bolsonaro tem 33% nesse indicador. Outros 28% rejeitam os dois candidatos.

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro recebeu 56.104.503 votos, o equivalente a 47,03% dos válidos. Lula teve 53.879.538 votos, ou 45,16%. Foram registrados ainda 2.300.798 votos brancos e 3.674.249 nulos.

Outros recortes da disputa

A pesquisa indica vantagem de Lula entre mulheres, eleitores com 60 anos ou mais, católicos, pessoas com renda de até dois salários mínimos e no Nordeste. Flávio Bolsonaro lidera entre homens, jovens de 16 a 34 anos, evangélicos, eleitores com renda acima de cinco salários mínimos, além de Sul, Centro-Oeste, Sudeste e Norte.

O levantamento mediu ainda a opinião sobre propostas. A redução da maioridade penal de 18 para 16 anos tem apoio de 90% dos eleitores. A criação de cinco novos presídios federais de segurança máxima para líderes de facções é defendida por 82%.

Na área social e econômica, 64% apoiam a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas sem corte de salário. A ampliação do Farmácia Popular para incluir exames de diagnóstico e acompanhamento de saúde tem 74% de apoio, e um novo PAC, com investimentos em infraestrutura e indústria, chega a 77%.

Com informações de VEJA+ (YouTube).

Também consultados: BataNews, Brasil de Fato e Notícias R7.

Diego Elias

Olá pessoal! Sou o Diego Elias, locutor, radialista, assessor de imprensa e apaixonado por Jesus! Aqui no NT Gospel, quero contribuir com artigos que inspiram, reflexões sobre a palavra de Deus, entrevistas com gente boa do meio gospel e muito mais. Espero corresponder a você que é cristão e busca conteúdo de qualidade, inteligente e confiável! Vamos juntos fortalecer nossa fé com leveza e alegria!

Leia também

Comentários

Os comentários passam pela moderação da redação antes de aparecer. Seu e-mail não é publicado; veja a Política de Privacidade.

Newsletter do NT GospelO resumo das notícias do dia no seu e-mail. Grátis, e você cancela quando quiser.

Ao se inscrever, você concorda com a Política de Privacidade. Cancele quando quiser.