Flávio Bolsonaro chega aos EUA com a família após derrota para Lula
Senador deixou o Brasil depois de ordem do STF para entregar passaportes à Polícia Federal.

Flávio Bolsonaro chegou aos Estados Unidos nesta terça-feira (27) acompanhado da mulher e das filhas, após ser derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial. A CNN Brasil informou que a chegada foi confirmada por fontes ligadas ao governo americano.
A saída ocorreu depois de o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinar que o senador entregasse à Polícia Federal seus passaportes comum e diplomático. O parlamentar é alvo de inquéritos na Corte e, segundo relatos feitos à emissora, demonstrou irritação com a decisão e temia ser preso.
Lula venceu o segundo turno no domingo (25/10/2026) com 51,77% dos votos válidos, contra 48,23% de Flávio, que não reconheceu o resultado das urnas. O senador foi intimado na segunda-feira (26/10/2026) a entregar os documentos em até 24 horas. Ele não compareceu, e a PF cancelou os passaportes no sistema.
A medida faz parte de investigação sobre suspeitas de evasão de divisas e lavagem de dinheiro ligadas ao advogado Willer Tomaz, caso revelado pelo jornal em 18 de outubro. Flávio negou irregularidades e classificou as decisões judiciais como tentativa de intimidação.
Flávio Bolsonaro e a viagem aos Estados Unidos
O Metrópoles noticiou que a saída foi organizada de última hora, com apoio de um grupo restrito de aliados políticos no Brasil e nos Estados Unidos, para evitar vazamentos. O veículo também informou que o senador pretende solicitar asilo político ao governo do presidente Donald Trump.
A decisão contrariou aliados próximos. Na segunda-feira, em reunião com nomes centrais de sua campanha no escritório de um de seus advogados, no Lago Sul, em Brasília, ele foi aconselhado a não deixar o país. Foi a última conversa dele com a maioria desses aliados.
A Agência Brasil registrou que o investidor e ex-secretário mexicano Simón Levy, aliado de Donald Trump, afirmou nas redes sociais que a operação recebeu o codinome de “Operação Alba” e teria sido liderada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. “Como relatei há algumas horas, Flávio Bolsonaro chegou em segurança aos Estados Unidos. O cérebro por trás dessa operação é o Secretário de Estado dos EUA Marco Rubio. Dos Estados Unidos, livre e seguro, Flávio liderará a oposição contra Lula”, escreveu Levy.
A publicação foi feita menos de 48 horas após o fim da apuração do segundo turno. A Agência Brasil procurou a assessoria de Flávio, mas não recebeu retorno.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos informou que concederá vistos a Flávio e à família. A saída também foi noticiada por veículos estrangeiros, entre eles The New York Times, La Nación, The Guardian e El País.
O episódio repete, em parte, o movimento feito por Jair Bolsonaro (PL), pai do senador, que viajou aos Estados Unidos dois meses depois de perder a eleição para Lula em 2022. Flávio ficará sem mandato a partir de fevereiro de 2027, pela primeira vez em 24 anos.
Com informações de www.cnnbrasil.com.br.
Também consultados: Metrópoles, Estadão e Agência Brasil.





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