Homem é preso após extorsão em apps de relacionamento evangélico
Pedro Henrique Alves dos Santos é investigado por ameaças e cobranças via Pix contra ao menos 28 vítimas.

Um homem foi preso preventivamente no Distrito Federal, suspeito de usar apps de relacionamento evangélicos para se aproximar de mulheres, ameaçá-las e exigir dinheiro por Pix. O caso foi exibido pelo SBT Jornalismo no quadro Se Liga Brasil, que mostrou mensagens atribuídas ao investigado com cobranças e intimidações.
O suspeito é Pedro Henrique Alves dos Santos. O Metrópoles informou que a prisão foi cumprida pela Polícia Civil do Distrito Federal, por meio da 2ª Delegacia de Polícia, da Asa Norte, na segunda-feira, 19 de outubro de 2026.
As vítimas identificadas chegam a pelo menos 28 mulheres. A aproximação, segundo as informações divulgadas, começava em aplicativos voltados ao público evangélico, com conversas iniciadas em tom religioso e linguagem comum em igrejas.
Depois, a comunicação migrava para o WhatsApp. Quando as mulheres tentavam interromper o contato, passavam a receber mensagens de ameaça, ligações seguidas e cobranças de dinheiro.
Como Agia o Suspeito nos Apps Evangélicos
O programa do SBT mostrou que o homem usava expressões como “A paz do Senhor, minha irmã” para iniciar contato com mulheres. A partir daí, mantinha conversas com vítimas de diferentes igrejas e criava vínculo antes das ameaças.
Em uma das mensagens exibidas, o suspeito cobra diretamente: “Quero um pix no valor de 500 reais para deixá-la em paz”. Em outro trecho, aparece a ameaça: “Se não até a sua mãe vai morrer junto”.
Havia insistência. Bloqueios no WhatsApp não encerravam a pressão, já que o investigado usava outros números e também procurava as mulheres por redes sociais, como Instagram.
O Jornal de Brasília publicou que, em nota, a PCDF afirmou que uma vítima passou a receber mensagens de diferentes números vinculados ao investigado depois de interromper a comunicação. A polícia também relatou que ele monitorava a rotina das vítimas pela internet.
As cobranças eram feitas via Pix, normalmente no valor de R$ 500, sob a promessa de cessar as importunações. Quando havia recusa, as ameaças se estendiam também à mãe da vítima.
Entre as mensagens documentadas nas publicações sobre o caso estão ofensas e ameaças como “preta feia”, “vou te matar, estou a caminho” e “prepara o caixão”.
Boletim de Ocorrência
As apurações começaram depois que uma mulher registrou ocorrência em 25 de julho de 2026. A partir desse registro, a Polícia Civil identificou um padrão de conduta e reuniu informações que ligavam o suspeito a outros procedimentos.
Pedro Henrique já cumpria liberdade provisória. Ele também respondia a outros 27 procedimentos por condutas semelhantes na capital federal.
Com a consolidação das provas, a Justiça decretou a prisão preventiva. O mandado foi cumprido na casa do investigado, e ele permanece à disposição do Poder Judiciário do Distrito Federal.
No programa, o delegado Palumbo comentou a atuação policial em casos virtuais e afirmou: “Internet não é terra de ninguém”. Ele disse ainda que ameaças feitas por celular podem ser investigadas e chegar aos autores.
O caso reúne denúncias de ameaça, pressão financeira e uso de ambiente digital voltado ao público cristão para aproximação das vítimas. A identificação das mulheres foi preservada nas publicações sobre o caso.
Com informações de SBT Jornalismo e SBT News (YouTube).





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