Religiosidade nos EUA: jovens frequentam mais cultos, aponta pesquisa
Entre adultos de 18 a 22 anos, 41% participam de serviços religiosos ao menos uma ou duas vezes por mês.

A religiosidade nos EUA apresenta resultados diferentes entre os adultos mais jovens: 41% das pessoas de 18 a 22 anos dizem frequentar serviços religiosos ao menos uma ou duas vezes por mês, ante 33% dos adultos americanos em geral. Os dados são de uma análise do Pew Research Center publicada em 28 de outubro, informou o The Christian Post.
Apesar da frequência maior, a análise afirma que as pessoas dessa faixa etária “não são mais religiosas hoje do que os jovens adultos dessa idade eram em 2014”. O estudo também identificou que tanto os adultos de 18 a 22 anos quanto os de 23 a 26 são menos religiosos do que pessoas das mesmas idades em 2007.
Entre os entrevistados de 23 a 26 anos, 27% disseram frequentar serviços religiosos ao menos uma vez por mês. Segundo os pesquisadores, esse grupo apresentou os menores níveis entre as faixas etárias em frequência de oração, importância da religião na vida e identificação com uma religião.
Religiosidade nos EUA entre jovens
A análise usou respostas de 443 pessoas de 18 a 22 anos, com margem de erro estimada em cerca de 5,7 pontos percentuais para esse grupo, informou o Deseret News. A publicação também apontou que a dificuldade de obter amostras representativas de jovens pode influenciar os resultados.
A oração diária foi relatada por 34% dos adultos de 18 a 22 anos, contra 26% daqueles de 23 a 26. Entre os adultos americanos em geral, o índice foi de 46%.
Na frequência mensal aos serviços religiosos, 47% dos homens de 18 a 22 anos relataram participar, ante 35% das mulheres da mesma idade. Nas pesquisas anteriores do Pew, as mulheres americanas tendiam a ser mais religiosas que os homens, observaram os pesquisadores.
O estudo também encontrou diferenças por filiação política. Os republicanos mais jovens relataram frequência maior que os democratas da mesma idade, embora os democratas mais jovens também tenham apresentado índices relativamente altos em comparação com democratas de algumas faixas etárias anteriores.
Para os pesquisadores, “não há evidência clara” nas pesquisas do Pew de que algum grupo de americanos nascidos em um mesmo período, acompanhado ao longo do tempo, tenha se tornado mais religioso nos últimos anos. Os grupos anteriores aos nascidos entre 2004 e 2008 permaneceram relativamente estáveis nos últimos seis anos.
Delano Squires, diretor do Richard and Helen DeVos Center for Human Flourishing, ligado à Heritage Foundation, disse que a queda da participação on-line e o aumento da presença em serviços religiosos desde 2021 parecem resultar do retorno aos padrões anteriores à pandemia. Ele também observou diferenças entre republicanos e democratas nas medidas de religiosidade da pesquisa.
Na população adulta em geral, a identificação com uma religião, a oração diária, a importância atribuída à religião e a frequência mensal aos serviços permaneceram relativamente estáveis desde 2020. Em uma pesquisa de junho de 2026, 34% dos americanos disseram ter participado presencialmente de serviços no mês anterior; 45% afirmaram ter participado presencialmente ou acompanhado pela internet ou televisão.
Com informações de The Christian Post.
Também consultados: Religion News Service (RNS) e Deseret News.





Comentários