Sábado, 31 de outubro de 2026
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PL prepara Rogério Marinho para disputar comando do Senado em 2027

Partido descarta acordo com Davi Alcolumbre e tenta unir oposição em torno de candidatura própria.

PL prepara Rogério Marinho para disputar comando do Senado em 2027
Foto: Reprodução/Conexão Política

Rogério Marinho deve ser lançado pelo PL na disputa pela presidência do Senado em 2027, em uma ofensiva para barrar a permanência de Davi Alcolumbre (União-AP) no comando da Casa. A decisão afasta, neste momento, um acordo com o atual presidente do Senado, informou o Conexão Política.

A candidatura do senador do PL do Rio Grande do Norte deve ser oficializada na próxima semana. O partido terá uma das maiores bancadas da Casa a partir de fevereiro, com número superior a um terço das 81 cadeiras, e pretende usar esse peso nas negociações internas.

Há divergência nos números publicados sobre a futura bancada. A fonte principal aponta 28 integrantes do PL a partir de fevereiro. A TARDE registrou 29 senadores e informou que o lançamento oficial da candidatura está marcado para quarta-feira, 4 de novembro de 2026.

O nome de Marinho já tem apoio de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A TARDE também informou que o senador eleito Carlos Bolsonaro (PL-SC) deu aval formal à candidatura.

Rogério Marinho entra no centro da articulação

A movimentação ocorre enquanto outros nomes da oposição ainda circulam. Entre eles está a senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra do governo Jair Bolsonaro, que também tenta viabilizar sua participação na disputa.

Dentro do grupo, porém, há defesa de uma candidatura única. O objetivo é evitar divisão na eleição contra Alcolumbre, que trabalha pela reeleição e busca apoio em diferentes blocos partidários.

O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), defendeu unidade da oposição e disse que o tamanho da bancada deve ampliar a influência do grupo nas decisões da Casa. “Hora de unidade. Se amarrar direitinho, seremos fortes. Mais uma batalha. Incessante. Há chance de recuperar o mínimo equilíbrio entre os Poderes. Precisamos da maioria”, afirmou.

A Jovem Pan informou que parlamentares do PL, Novo e PP marcaram para terça-feira, 3 de novembro de 2026, em Brasília, um ato político e um registro fotográfico em apoio a Marinho. A intenção do grupo é apresentar força em torno do senador antes da formalização da candidatura.

No PP, a situação ficou mais fragmentada. Quatro dos seis senadores do partido — Guilherme Derrite, Tereza Cristina, Laércio Oliveira e Hiran Gonçalves — apoiam Marinho, enquanto Arthur Lira (PP-AL) e o ex-ministro André Fufuca são contrários à dissidência. Oficialmente, PP e União Brasil divulgaram posição conjunta em favor da reeleição de Alcolumbre.

A disputa também envolve a relação entre Senado, governo federal e Judiciário. Entre os objetivos atribuídos ao grupo que apoia Marinho está ampliar a capacidade da oposição de pautar pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal e de atuar sobre futuras indicações de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Corte.

Alcolumbre tentou reduzir a resistência bolsonarista com conversas sobre uma possível negociação envolvendo Congresso, Executivo e Judiciário para tratar da situação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre as alternativas discutidas estavam indulto presidencial, anistia ampla no Congresso ou retomada da proposta de redução de penas, suspensa no STF e sem previsão de julgamento.

A ideia não chegou a ser apresentada a Lula. Também não teve boa recepção entre integrantes da oposição, que questionam a viabilidade das medidas e a capacidade de Alcolumbre de cumprir um eventual acordo.

Hamilton Mourão (Republicanos-RS), ex-vice-presidente da República, disse que o atual presidente do Senado não teria força para entregar uma solução. “Alcolumbre não tem condições de oferecer isso”, declarou.

Damares Alves (Republicanos-DF), ex-ministra dos Direitos Humanos, rejeitou condicionar apoio à reeleição de Alcolumbre a uma negociação sobre Bolsonaro. “Não aceito isso. É inviável”, afirmou.

A resistência também se apoia no histórico recente. Em 2025, o PL apoiou Alcolumbre esperando avanço na discussão sobre anistia. A articulação não resultou na aprovação de uma medida ampla que alcançasse Bolsonaro e outros condenados.

Entre os senadores eleitos, Carlos Jordy (PL-RJ) criticou a possibilidade de novo apoio ao atual presidente da Casa. “Tem que ser muito otário para cair nessa conversa fiada de Alcolumbre. Senador que votar nele não tem compromisso com o resgate da independência e harmonia entre os Poderes”, declarou.

Alcolumbre já obteve apoio da direção nacional da federação União-PP e tenta construir uma aliança com PT, PSB, PDT, Rede e outras legendas da base de Lula. Somados, esses partidos poderiam chegar a 39 senadores em torno de sua candidatura.

A oposição calcula outra base. Marinho teria apoio potencial de senadores do PL e de três eleitos pelo Novo, além de dissidentes do PP. Bancadas como Republicanos, Podemos e PSDB, que somam 16 parlamentares, ainda não definiram posição.

O voto secreto pode pesar no resultado. Como a escolha para a presidência do Senado não identifica os votos, senadores podem contrariar a orientação partidária sem tornar público o apoio dado em plenário.

Com informações de Conexão Política.

Também consultados: A TARDE e Jovem Pan.

 

Diego Elias
Diego Elias

Olá pessoal! Sou o Diego Elias, locutor, radialista, assessor de imprensa e apaixonado por Jesus! Aqui no NT Gospel, quero contribuir com artigos que inspiram, reflexões sobre a palavra de Deus, entrevistas com gente boa do meio gospel e muito mais. Espero corresponder a você que é cristão e busca conteúdo de qualidade, inteligente e confiável! Vamos juntos fortalecer nossa fé com leveza e alegria!

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